quarta-feira, outubro 18, 2006

Contracultura 0 Capitalismo 2

O capitalismo está a passar tempos de glória, tal como cantou Patti Smith no CBGB, ganha quase sempre!!!!

De derrota em derrota a contracultura está em vias de extinção.

Os okupas são tratados como criminosos por essa Europa aburguesada.

Vários centros culturais, onde muitas das bandas que ouvimos puderam tocar e mostrar o seu trabalho sem nos obrigarem a pagar bilhetes quase proibitivos, são, agora, encerrados pelas autoridades com a desculpa da especulação imobiliária ou de serem um perigo para a sociedade .

Hoje fala-se muito do CBGB (com muita pena minha) mas por esse mundo fora encerram muitos sítios que faziam as delícias de muita gente que gosta de música underground.

Leoncavallo – Milão, Minuesa – Madrid, Fundação Primozelli – Nápoles, etc, etc, etc.

O grande crime que fizeram estes sítios foi não pensarem no lucro mas sim em promover a cultura.

Qur se foda! Temos a casa da cultura por aqui, podemos sempre ver os táxis de borla no São João.

terça-feira, agosto 29, 2006

FRÁGIL & THE ALCOHOLIC FRIENDS

Frágil sempre chocou e atraiu pessoas. Apesar de não ser um astro em vendagem de discos, as suas performances nos palcos com gritos estridentes, contorções, as manias de estoirar com o microfone na testa e de provocar constantemente o público, fizeram do cantor uma das personagens mais excêntricas do punk português. Na adolescência, viaja constantemente pela Europa, altura em que descobre o punk e cria a sua primeira banda, os SENISGA. Mais tarde, abandona Trás-os-Montes, sua terra natal, (por achar que era demasiado pequeno) e muda-se para o Porto.

Nos inícios dos anos 90, cria, ao lado de Giró (Freedoom), Guerra(Motornoise) e Rui (baixo), os RENEGADOS DE BOLIQUEIME. Os Renegados tornam-se uma das bandas mais míticas do punk português. Ainda hoje, quando se reúnem, enchem salas e fazem regressar o Caos a Portugal. Continuam a ser uma das maiores referências para novos projectos. A banda acaba por conflitos internos em 2003.

Em 1999, nascem os SPEEDTRACK, banda rock da qual Frágil é vocalista. Dura 4 anos.

Produto da saudade de fazer punk, nascem os MOTORNOISE: Frágil (voz), Pupa (saxofone), Gustavo (bateria), Guerra (guitarra) e Óscar (baixo). A banda lançará, ainda este ano, o seu primeiro álbum.

FRÁGIL & THE ALCOHOLIC FRIENDS é o novo projecto de Frágil que pretende reunir vários estilos e amigos à volta da música. A banda terá a colaboração permanente de Giró (Freedoom), Ricardo (Speedtrack) e Pedro (Soda Kaustica). Outros alcoholic friends irão, ao longo do tempo, dar forma ao projecto. Frágil conta, para já, com a presença de Lucas (Dead Singer), João (Stealing Orchestra), Guerra (Motornoise) e Vareja (Prostitutes). Outros nomes virão...

terça-feira, agosto 22, 2006

Tudo é feito de pequenas coisas

Todos nós temos, na nossa fértil imaginação, uma noite bem passada com uma enfermeira. Pois eu tive o azar de passar com várias!!! Tinha uma ideia bastante errada sobre como as pessoas são tratadas num hospital… Fiquei com a sensação de que as enfermeiras fazem parte de uma classe em renovação, classe essa que me fez lembrar a velha polícia que te multava por tudo e por nada e a nova geração, agora mais tolerante. Tudo isto par vos falar de um velhinho que estava ao meu lado no quarto do hospital e que resolveu parar de viver! Nunca mais me vou esquecer do tratamento que essas tais enfermeiras da nossa imaginação lhe davam. A troco de ele beber um golo de água, davam-lhe um beijo com um carinho que não tenho palavras para descrever. Para elas era uma vitória!
O Humanismo ainda continua a ser uma palavra utilizada em pequena escala, é certo, mas eu ainda acredito nestes pequenos nadas.

quarta-feira, julho 05, 2006

O Punk está doente mas não morreu!

O punk não morreu mas não está nos seus melhores dias. Com todas as variantes do rock, a falta de imaginação leva as bandas a fazerem quase plágio. O punk também tem sido vítima dessa falta de imaginação potenciada pelo facto de ter muitos avós (Iggy), pais (Clash), filhos (Rancid) e muitos bastardos (Blink 182 e merdas parecidas). Mas, quando menos se espera, aparece uma banda que abana tudo e que põe os artistas com vontade de fazer música como se fosse o primeiro dia da sua vida. Para mim, essa banda é Turbonegro e o seu álbum “Apocalypse Dudes”.
Se o pai gerou bons filhos que fizeram grandes álbuns (Sandinista ou London Calling), os netos que nos dêem álbuns como este para podermos envelhecer descansados e, assim, não fazer o punk morrer!

sexta-feira, junho 30, 2006

Ramones & Motorhead

Não há dia que passe na rua e que não veja alguém com uma T-shirt destas bandas. Fico sempre com uma dúvida na minha cabeça: será que conhecem as bandas?Pobres Ramones que sempre foram vítimas de risadas dos jornalistas…
Porra! É que eles eram mesmo mal tratados! Quando lia uma crítica a um álbum deles, ficava mesmo triste. Estavam sempre a deitá-los abaixo! Agora, os mesmos jornalistas, só porque já morreram membros da banda, fazem artigos onde deixam transparecer que sempre os adoraram. Nada mais falso! Como fã, indigna-me que os tratem tão bem depois de mortos.

Motorhead: será que “psedobetos” e “rockers” de verão os ouvem? Ainda tenho na memória o concerto dos Placebo no SupeRock. Os meninos(as) fartaram-se de comprar camisolas dos Motorhead! Será que eles os ouvem??? Tenho sérias dúvidas. É muito barulho… Estão na moda!

quarta-feira, junho 28, 2006

O futebol está na moda!

Juntam-se aos milhares para gritar e dançar ao som do hino de cada país! Claro, nós tínhamos que estar no top dos mais efusivos e patriotas!
Tanta bandeirinha!!!
E o futebol? Uma seca... tornou-se um desporto chato, previsível, e aburguesado. Esse desporto que sempre foi visto como parolo é agora um mercado de vaidades e um comércio de milhões. A expectativa criada à volta de um jogo raramente se torna uma realidade e não passa de mais um que entra nas curvas sinuosas da fórmula 1 ao qual a ganância pelo dinheiro tirou todo o interesse.
Moral da história: voltas e voltas mas futebol muito pouco!

quinta-feira, junho 22, 2006

Já não há Pachorra! 2º Acto

Bem, para acabar com a minha falta de pachorra, não podia deixar de passar em branco outra figura da nossa praça: Fernando Alvim, O HOMEM QUE SABE TUDO!

Este rapazito, ídolo da juventude (SIC radical + Festivais Pepsi cola, etc.) tem comentários destes:

- Durante muito tempo não dormia bem só de pensar que um punk namorava com a gaja mais boa da escola! Que nojo!!!

Mais:

- Todos nós, quando estamos num bar e entra um punk, guardamos logo a carteira!

Outra:

Quando lhe perguntaram o conceito de novas tribos urbanas, respondeu:
- As minhas vizinhas! Todos os dias me perguntam pela gaja que dormiu comigo essa noite!

Mesmo a gozar, tinha que dar o seu ar de macho!

Grande Alvim!!!!

terça-feira, junho 20, 2006

Já não há pachorra!

Já não há pachorra!! Ouvir ou ler alguma coisa sobre punk vindo deste senhor é no mínimo irritante!

Palhaçada: Revolta dos pastéis de nata, esse belo programa que convida alguém para falar de um assunto sobre o qual nem apresentador nem convidado têm a mínima noção do que é.

Personagem: Zé Pedro, este ser humano que toca (vai tentando) numa banda parola que nunca foi punk e que se vende a tudo e a todos (partidos, câmaras municipais, festas de S.João, etc.) mas que insiste em dizer que já foi/é punk porque foi ver um concerto punk a França.

Mais não sabe?
Não!?
Agora já sabes, com o concerto de França todos os anos vais ter que levar, basta pores o Zé Pedro sobre punk a falar!

terça-feira, maio 02, 2006

PUNK SEMPRE

O que e ser punk? Complicado? Nem por isso. É simplesmente um estado de espírito. Um manto alargado de ideias e emoções incrivelmente diferentes mas dirigidas para o mesmo fim. Sonho, utopia? Não sei, nem quero saber. Deixem-me sonhar!
Mentia se afirmasse que estou permanentemente num estado de espírito punk. Aos 16 anos adorava partir garrafas contra uma parede, aos 20 berrar “anarquia”… Depois de muitos anos, um sorriso basta quando um papa morre atrofiado numa cadeira feita de ouro oferecida pelos fiéis. Pois o estado de espírito!!! Coisa importante que não deve morrer!